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A Passiflora (Passiflora incarnata L.) vulgarmente conhecida como flor-da-paixão é uma espécie da família Passifloraceae. A palavra Passiflora vem da pa­lavra latina passio porque os conquistadores em 1529 descreveram as suas flores com símbolos da paixão de Cristo. Originária da América do Norte é também cultivada na Europa, Ásia, África e Austrália, como planta ornamental e medicinal, bastante usada na fitoterapia contemporânea ocidental. Tradi­cionalmente usada como coadjuvante no tratamento da ansiedade e insónia, devido às suas proprie­dades calmantes e sedativas1.

Os constituintes químicos das partes aéreas contêm flavonoides como a luteolina, vitexina, isovitexi­na, apigenina, orientina, quercetina, crisina, benzoflavona e campferol; aminoácidos como o GABA e alcaloides, estimulantes e inibidores da monoaminoxidase.

A Passiflora parece atuar através do au­mento dos níveis de GABA no cérebro, reduzindo a atividade de algumas células cerebrais, aportando um efeito relaxante 2,3.

Na medicina tradicional europeia, tem sido prescrita com várias indicações como ansiedade, nervosismo, obstipação, dispepsia, infeções menores e insónia 4.

As propriedades terapêuticas da Passiflora têm sido associadas ao tratamento de manifes­tações psicossomáticas e transtornos nervosos, distúrbios de sono, palpitações, batimento cardíaco irregular, fibromialgia, alívio de espasmos musculares e controlo da dor. Para além de controlo de convulsões, sintomas de menopausa, défice de atenção e hiperatividade (ADHD) e hipertensão.

Em estudos utilizando modelos animais, a Passiflora demonstrou permitir uma redução da atividade motora espontânea e prolongamento do tempo de sono, assim como demonstrou ter capacidades sedativas, combate à irritabilidade e dificuldades em dormir.

A sua atividade farmacológica resulta da ação sinérgica dos seus constituintes, especialmente os fla­vonoides (vitexina) e os alcaloides, com função sedativa sobre o sistema nervoso central. É muito usa­da na regulação do sono, induzindo sono semelhante ao fisiológico, proporcionando qualidade do sono e descanso. Foi demonstrado que alguns flavonoides presentes nesta planta são agonistas parciais dos recetores da benzodiazepina, ou seja ligam-se aos recetores da benzodiapezina no cérebro, explicando a ação sedativa desta planta 5,6.

 A suplementação com Passiflora é possivelmente segura quando tomada a curto prazo (< 2 meses) e possivelmente insegura quando tomada oralmente em grandes quantidades, estando os seus efeitos ansiolíticos bem documentados 4. Alguns estudos têm revelado que a Passiflora tem efeitos comparáveis aos das benzodiazepinas (medicamentos ansiolíticos), não causando dependência.

Ingrediente essencial de

Interações medicamentosas desconhecidas

Bibliografia

1. Grundmann O, Wang J, McGregor GP, Butterweck V. Anxiolytic activity of a phytochemically characterized Passiflora incarnata extract is mediated via the GABAergic system. Planta Med. 2008. doi:10.1055/s-0028-1088322
2. Grosso C. Herbal medicine in depression: Traditional medicine to innovative drug delivery. In: Herbal Medicine in Depression: Traditional Medicine to Innovative Drug Delivery. ; 2016:381-431. doi:10.1007/978-3-319-14021-6
3. Yeung KS, Hernandez M, Mao JJ, Haviland I, Gubili J. Herbal medicine for depression and anxiety: A systematic review with assessment of potential psycho-oncologic relevance. Phyther Res. 2018;32:865-891. doi:10.1002/ptr.6033
4. Domínguez F, González-Trujano E, Gallardo JM, Orozco-Suárez S. Antidepressant medicinal plants and compounds used in traditional medicines in North America. In: Herbal Medicine in Depression: Traditional Medicine to Innovative Drug Delivery. ; 2016:381-430. doi:10.1007/978-3-319-14021-6_8
5. Soulimani R, Younos C, Jarmouni S, Bousta D, Misslin R, Mortier F. Behavioural effects of Passiflora incarnata L. and its indole alkaloid and flavonoid derivatives and maltol the mouse. J Ethnopharmacol. 1997;57(1):11-20. doi:10.1016/S0378-8741(97)00042-1
6. Sarris J, Panossian A, Schweitzer I, Stough C, Scholey A. Herbal medicine for depression, anxiety and insomnia: A review of psychopharmacology and clinical evidence. Eur Neuropsychopharmacol. 2011;21:841-860. doi:10.1016/j.euroneuro.2011.04.002

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