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Depressão na Menopausa

Depressão na Menopausa

A menopausa é um período fisiológico após a última menstruação espontânea da mulher, em que são encerrados os ciclos menstruais e a ovulação. Só é considerado menopausa o período após um ano desde o último fluxo menstrual, uma vez que durante esse intervalo a mulher pode ocasionalmente menstruar. Não há uma idade exata para a menopausa; o período varia de mulher para mulher e pode acontecer de forma espontânea ou, por questões clínicas, provocada de forma cirúrgica.

A menopausa é uma fase natural na vida que está intimamente associada ao processo de envelhecimento, com mudanças físicas e emocionais que podem afectar fortemente a mulher, pois caracterizam esta fase como um tempo de profundas alterações, de ganhos e perdas, que requerem uma adaptação. Algumas mudanças no corpo feminino indicam a chegada da menopausa, como secura vaginal, ondas de calor, suores noturnos, insónias, diminuição do desejo sexual, diminuição da atenção e memória, perda de massa óssea, alterações da distribuição da gordura corporal e, claro, a ausência da menstruação. Para além destes sintomas, estudos indicam que a menopausa pode ser uma fase delicada para a mulher também do ponto de vista da saúde mental, pela maior susceptibilidade a alterações psicológicas, como a depressão e a instabilidade emocional.

Segundo um trabalho desenvolvido por um médico psiquiatra, a mulher tem duas vezes mais a probabilidade do que o homem de sofrer de depressão ao longo da vida por causa das mudanças dos níveis hormonais, especialmente na altura da menopausa. Um estudo feito pela Universidade de Pittsburg, nos EUA, mostra que as oscilações hormonais e alterações de humor provocadas pela fase de transição do período reprodutivo para o não reprodutivo potenciam o risco de depressão na mulher. Este risco é sobretudo aumentado no período de pós-menopausa (2 anos após a última menstruação) ou durante a menopausa, comparativamente com o período de pré-menopausa, que é marcado pela diminuição da produção de hormonas sexuais (estrogénio e progesterona).

Existem diversos estudos que demonstram uma associação entre os sintomas de calor e suores com a depressão na menopausa. Os mesmos estudos verificaram como o distúrbio do sono também está associado a sintomas depressivos na menopausa. Por outro lado, outro estudo encontrou uma associação entre os sintomas da depressão e as relações sexuais dolorosas. Desta forma, existem autores que descrevem a depressão nesta fase como o “efeito dominó”, pelo que as variações de temperatura e suores perturbam o sono, e a privação do sono leva a mulher à depressão. Mas outros autores não estão de acordo e defendem que deve ser feita uma abordagem individual, que considere a interação entre as variações de temperatura corporal, o sono, o humor e os factores psicológicos que podem impulsionar a depressão.

No entanto, um factor comum na relação entre menopausa, sintomas da menopausa e depressão são as alterações hormonais que ocorrem durante esse período. Desta forma, há quem defenda que doses baixas de reposição hormonal (estrogénios) por um período curto pode melhorar o humor e, consequentemente, reduzir a probabilidade de depressão.

A menopausa natural acontece com a meia-idade e representa um período de mudança social e pessoal para muitas mulheres. O declínio da saúde física, a perda de libido e potencial reprodutivo, a redução da performance profissional e até mesmo questões emocionais, como ver os filhos crescidos se mudarem da casa dos pais contribuem para uma atitude pessimista em relação ao envelhecimento e podem ter um impacto negativo no humor. Vários são os estudos que mostram uma associação entre esses factores psicossociais da meia-idade e o desenvolvimento de sintomas e transtornos depressivos durante a menopausa.

Como se percebe, o desenvolvimento da depressão durante a menopausa pode ser multifactorial.

Os antidepressivos são o tratamento de primeira linha para a depressão moderada-grave, mas o melhor é prevenir; por isso, a mulher, a família e os profissionais de saúde devem estar atentos aos sintomas. Aquando de um histórico de sintomas depressivos no passado, a mulher deve prevenir-se antes de entrar na menopausa e começar a reforçar a sua saúde neurológica, bem como a qualidade do sono, para que a situação não se agrave com o início da menopausa.

Para a prevenção, mudanças comportamentais, nomeadamente uma postura positiva em relação à menopausa e ao envelhecimento, são fundamentais. Também são importantes as alterações do estilo de vida, como alimentar-se de forma saudável e manter uma vida social activa. A prática de actividade física, que ajuda a libertar serotonina, um neurotransmissor responsável pelo humor e sono, é outra estratégia excelente para reduzir os efeitos da menopausa na mulher.

Bibliografia

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