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Afinal, qual é a melhor forma de emagrecer?

Afinal, qual é a melhor forma de emagrecer?

A preocupação com a imagem corporal é, infelizmente, o maior problema que a maioria das pessoas relaciona ao excesso de peso e obesidade. Já considerada a epidemia do século XXI, a obesidade atira Portugal para o 4ª país da OCDE com a população mais obesa: quase metade da população apresenta excesso de peso e perto de 1 milhão de adultos sofre de obesidade.

Os números são elevados e não basta atribuir a culpa aos outros. Por mais desculpas que possamos arranjar, a responsabilidade é de cada um de nós. Nós podemos e devemos fazer as nossas escolhas alimentares; nós temos a responsabilidade de procurar o melhor para a nossa saúde e longevidade.

Então, por onde começar?

É comum experimentarmos as dietas A, B ou C, mas depois voltamos ao ponto de partida, porque muitas vezes fazemos o que nos é imposto sem entendermos o porquê. A privação de uma série de alimentos só porque ouvimos que “não são uma opção” não é a solução.

O ganho de peso é um distúrbio metabólico que frequentemente culmina no desenvolvimento de obesidade e outras comorbidades. A obesidade é caracterizada por uma inflamação sistémica crónica: em pacientes obesos, nota-se um aumento significativo do nível de Proteína C Reativa (PCR), um indicador de inflamação. Portanto, num processo de redução de massa gorda, é importante optar por uma alimentação anti-inflamatória.

Diariamente ingerimos substâncias tóxicas ao nosso organismo, quer pela alimentação, quer pela medicação ou mesmo pelo ambiente. O corpo humano já possui um sistema de desintoxicação perfeitamente bom - o fígado. No entanto, um fígado que não funcione bem e que já tenha alguma gordura acumulada (o que é mais provável em pessoas com excesso de peso e obesidade) não consegue desintoxicar da mesma forma. Portanto, fornecer vitaminas e minerais específicos ajuda a recuperar a atividade do fígado e apoiar a sua função.

Muitas vezes estamos preocupados a contar os macronutrientes diários e esquecemo-nos dos micronutrientes. Um nutriente que se destaca é a vitamina C, que reforça os níveis de glutationa, importante para a recuperação do fígado, e é um dos melhores antioxidantes conhecidos. Minerais como magnésio, zinco e selénio são essenciais e, quando em níveis adequados no corpo, competem com metais pesados, reduzindo a absorção destes no organismo.

As frutas e os vegetais contêm altos níveis de fitoquímicos que contrariam a resposta inflamatória. Também uma alimentação mais alcalina, isto é, livre de açúcares e alimentos refinados ou de origem animal tende a melhorar os níveis de inflamação no organismo.

Os vegetais, os frutos secos e o abacate são alguns dos alimentos mais alcalinos no organismo, mas um que não se pode deixar de citar é o limão. Altamente ácido, sim, no estômago; mas, depois da absorção intestinal, torna-se bastante alcalino no sangue e ajuda a reduzir a inflamação. Por isso, podemos iniciar todos os dias com este excelente anti-inflamatório natural: o sumo de limão com água garante a ingestão de uma das melhores fontes de vitamina C, sinónimo de desintoxicação e anti-inflamatório, e promove a hidratação logo de manhã.

Também é importante termos diariamente na alimentação fontes de clorofila que, por se ligar às toxinas, funciona como desintoxicante. São elas: coentros, espinafres, aipo, brócolos ou algas marinhas como spirulina.

Não devemos esquecer que a forma de excreção e eliminação faz-se pelo intestino (fezes) ou rins (urina). Portanto, um normal funcionamento intestinal é fundamental, assim como a ingestão diária de uma boa quantidade de água.

E continua a pergunta: que dieta fazer para perder peso em massa gorda e volume?

Dietas pobres em gorduras foram populares no final do século passado, mas a restrição de hidratos de carbono recuperou popularidade nos últimos anos. O que é certo é que todos nós gostamos de vários alimentos que são fontes de hidratos de carbono. Podemos até privar-nos deles por um período, mas não nos vimos a eliminá-los para o resto da vida. Mas por que devemos considerar a redução de hidratos de carbono no processo de emagrecimento?

É sabido que a responsável pelo armazenamento de gordura no tecido adiposo é a insulina. Portanto, optar por alimentos com baixo índice glicémico e de hidratos de carbono implica uma menor libertação de insulina pelo pâncreas e culmina no menor armazenamento de gordura.

Contudo, também sabemos que os hidratos de carbono são fonte de energia. Então, excluí-los da alimentação não será uma solução saudável, certo?

Depende!

Se passarmos a usar a gordura corporal como fonte de energia, o organismo não precisa recorrer àquela vinda dos hidratos de carbono.

Este processo chama-se cetose: um estado metabólico no qual o organismo obtém energia a partir das gorduras, e não da glicólise, que seria o mais comum pela alimentação rica em hidratos de carbono adotada pela maioria das pessoas. Desta forma, o corpo passa a “queimar” moléculas chamadas de corpos cetónicos, promovendo a redução de massa corporal e gordura visceral sem comprometimento da força e massa muscular. Como a massa gorda ocupa mais volume que a massa magra, verificamos uma redução bastante significativa no volume corporal.

Devemos admitir que nós, em Portugal, ainda temos os hábitos alimentares com hidratos de carbono muito enraizados. Então, o mais recomendável é que pratiquemos uma alimentação o mais limpa possível de hidratos de carbono e rica em gorduras saudáveis durante um período necessário para atingirmos o objetivo de emagrecimento.

É muito provável que em algum momento queiramos voltar à nossa rotina alimentar como foi durante a maior parte da nossa vida. Quando estamos a conquistar o peso desejado, agir de forma racional é o que faz a diferença: ao introduzirmos novamente os hidratos de carbono, devemos fazê-lo de forma pensada e gradual e, ao mesmo tempo, ir reduzindo as fontes de gorduras saudáveis que ingeríamos até então. Assim, é mais fácil alcançarmos um peso mais saudável e a manutenção do equilíbrio corporal.


Autoria: Ana Patrícia Pinto | Nutricionista CP 0283N
Referências Bibliográficas


 

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