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Cerveja: Prós e Contras!

Cerveja: Prós e Contras!

Durante a época do verão, o ambiente mais relaxado e o calor fazem disparar o consumo de bebidas alcoólicas, especialmente de cerveja, uma das bebidas favoritas dos portugueses. Contudo, é importante perceber o que implica o seu consumo.

Cerveja e emagrecimento

Antes de mais, as bebidas alcoólicas contêm valores calóricos elevados. O álcool contém cerca de 7 kcal por grama, quase tanto como a gordura que contém 9 kcal por grama. Ao contrário dos alimentos, o álcool fornece “calorias vazias”, ou seja, calorias adicionais sem nutrientes, pelo que o seu consumo deve ser feito com moderação, especialmente por pessoas que estão numa tentativa de controlo ou redução de peso.

As bebidas destiladas (gin, vodka, rum, whisky…), contêm maior teor alcoólico, e por isso, apresentam valores energéticos superiores. Algumas bebidas também contêm uma boa quantidade de açúcar adicionado, como as sidras, o que eleva o seu valor calórico. Comparativamente, a cerveja é a bebida que apresenta um valor energético mais baixo, cerca de 80 kcal por cada 200 ml, no entanto, muitas vezes, é consumida em grande volume.

Malefícios e Benefícios da Cerveja

Alguém que beba 5 litros de cerveja ao fim de semana (cinco copos de 50 cl ao sábado e outros cinco ao domingo) tem um aporte extra de 2200 kcal, o equivalente às necessidades energéticas de um dia (valor variável tendo em conta sexo, peso, idade, nível de atividade física). Feitas as contas, de nada adianta o esforço para manter uma dieta com restrição calórica de 500 kcal (restrição clássica) durante a semana, se a ingestão de calorias vazias provenientes da cerveja equivale a essa mesma restrição.

Quando se está numa tentativa de redução de massa gorda, tão importante é o que se bebe como o que se come.

A gestão da alimentação é absolutamente fundamental na “contenção de danos” causados pela ingestão de bebidas alcoólicas. Se sabe que vai beber em excesso é fundamental ter alguns cuidados com a alimentação:

  • Privilegiar a fonte proteica (carne, peixe, ovos) é essencial até para atrasar a subida da alcoolemia.
  • A sopa, salada e legumes também são importantes para atenuar o stress oxidativo causado pelo álcool.
  • Alimentos com demasiada gordura, como salgadinhos, patês, amendoins, batatas fritas, enchidos ou ricos em açúcares, nomeadamente sobremesas doces, deverão ser evitados.
  • Ingerir uma boa quantidade de água, intercalando com a bebida alcoólica e antes de deitar, representa um comportamento importante para aliviar os sintomas de ressaca do dia seguinte.
  • O consumo recorrente de bebidas alcoólicas em contexto social diminui o status antioxidante do nosso organismo (vitamina C, vitamina E, selénio), dai ser necessário ter o máximo cuidado com a alimentação nos restantes dias da semana de modo a acomodar esses extras ao fim de semana.
  • Alimentos com um potencial antioxidante acima do normal e que devem ser privilegiados são os seguintes: frutos vermelhos, laranja, brócolos, batata doce, couve-roxa, espinafres, leguminosas, frutos gordos e algumas ervas aromáticas e especiarias como orégãos, açafrão, cravinho, alecrim, manjericão, sálvia, noz-moscada, canela e cacau em pó.

Se o consumo de bebidas alcoólicas ao fim de semana é regra e não exceção, então, deve ser cumprida rigorosamente uma alimentação saudável e atividade física regular.  Não só para acumular “créditos calóricos” que permitam controlar a massa gorda, mas também para atenuar os efeitos que a intoxicação alcoólica provoca no organismo.

Barriga de cerveja: mito ou realidade?

A cerveja, por si só, não provoca barriga. O excesso de peso resulta sempre de um consumo calórico superior aos gastos energéticos. Por isso, deve sempre olhar-se para o padrão alimentar global ao invés de culpabilizar um alimento único.

O que muitas vezes acontece é que à ingestão de cerveja de uma forma mais exagerada é associado o consumo de “petiscos”, como enchidos e acompanhamentos ricos em gordura.

Prejuízos da ingestão alcoólica

Quando se fala em ingestão alcoólica crónica aos fins de semana, pensar no impacto deste comportamento apenas na massa gorda é irrelevante quando comparado com os riscos a longo prazo. É sabido que o consumo de álcool acarreta diversos problemas para o organismo, nomeadamente doença cardiovascular, cancro do fígado, pulmão e tubo digestivo, demência, enfraquecimento do sistema imunitário, depressão, entre tantos outros.

No verão, em especial, o consumo de bebidas alcoólicas pode trazer um outro problema: a desidratação. O álcool tem um efeito diurético, estimando-se que por cada grama de álcool consumido sejam excretados 10 ml de água através da urina. Por outro lado, o consumo destas bebidas pode dar uma falsa sensação de “matar a sede”, quando de facto pode estar a aumentar a desidratação. Por isso, é fundamental garantir a hidratação e intercalar a ingestão de bebidas alcoólicas com a ingestão de água.

A desidratação também é um dos grandes sintomas da ressaca, sendo a principal responsável pela boca seca e dores de cabeça do dia seguinte. Precaver estes sintomas é sempre um bom princípio, juntamente com uma boa ingestão de fluidos no dia seguinte e tempero extra de sal na refeição de modo a reduzir a desidratação.

Bebidas alcoólicas e exercício físico?

Apesar de ter um efeito diurético, ou seja, de estimular as perdas de água pela urina, o consumo de baixas doses de álcool após exercício físico não parece ter grande influência no estado de hidratação do atleta, especialmente se o indivíduo está num estado de hipohidratação.

Ainda assim, deve ter-se em conta que o consumo excessivo de álcool em praticantes de atividade física:

  • Compromete sistema imunitário e a suscetibilidade à doença;
  • Afeta os padrões de sono, tanto a quantidade, como a qualidade;
  • Afeta o tempo de reação e diminui a performance cognitiva;
  • Diminui a secreção de testosterona, afetando a densidade óssea;
  • O consumo no pós-treino diminui a síntese proteica e a adaptação ao exercício, dificultando a recuperação;
  • Pode aumentar a severidade de uma lesão e dificultar a recuperação da mesma.

Afinal existe algum benefício no consumo de cerveja?

Antes de mais, importa referir que as patologias associadas frequentemente ao consumo de bebidas alcoólicas, são problemas que advêm do consumo exagerado da bebida. 

A cerveja, quando integrada numa dieta mediterrânica equilibrada não traz à partida problemas de maior. O truque será não exagerar nas doses.

Esta bebida contém vitaminas do complexo B, aminoácidos, potássio e magnésio, para além de antioxidantes, capazes de inibir alguma oxidação que exista no organismo, resultante da má alimentação, stress, sedentarismo ou tabaco.

Ainda assim, este não será o alimento a eleger como fonte de vitaminas, minerais ou antioxidantes. Deverá optar por alimentos como a fruta e os legumes, esses sim, são fontes privilegiadas de antioxidantes e protetores da saúde, que devem ser incluídos na alimentação diária.

Faça por merecer!

Uma vida saudável contempla saúde física e mental. Por isso, e apesar de sabermos que o consumo excessivo de álcool acarreta prejuízos para a saúde a longo prazo, além de favorecer o aumento da massa gorda, não abdique do "copo com os amigos".

Ainda assim, se está a tentar controlar ou reduzir a quantidade de massa gorda e se quer continuar a beber socialmente durante mais anos sem problemas de saúde, faça por merecê-lo!

As palavras-chave são sempre: consciência, consistência e compromisso.

Autoria: Beatriz Curado| Nutricionista


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