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Cuidados da pele na exposição solar

Cuidados da pele na exposição solar

A pele apresenta mecanismos de defesa naturais contra a radiação ultravioleta (UV), sendo o mais conhecido a produção de um pigmento, a melanina. No entanto, a proteção conferida pela melanina é limitada, sendo o uso de fotoproteção indispensável.

A radiação solar, quando moderada, apresenta diversos benefícios, como a estimulação de hormonas responsáveis pela regulação do humor, síntese de vitamina D e auxílio no tratamento de doenças de pele (fototerapia). Contudo, uma exposição prolongada ou inadequada tem efeitos negativos e cumulativos ao longo da vida, provocando alterações na pele, como eritema, edema, hiperpigmentação, fotoenvelhecimento e cancro de pele.

A comunidade científica defende que, para haver síntese de vitamina D a partir da radiação solar, o tempo de exposição solar necessário é conseguido com uma vida normal saudável, sem que haja necessidade de exposições solares intensas e prolongadas.

Existem várias formas de proteger a pele contra os efeitos nocivos da radiação UV, no entanto, a forma mais comum de reduzir a quantidade de radiação UV que penetra na pele é a aplicação tópica de produtos protetores solares que contêm moléculas ativas que absorvem ou refletem UV.

Radiação UV

Relativamente à radiação UV, podem-se identificar 3 tipos: UVA (comprimento de onda 320-400nm), UVB (comprimento de onda 290-320nm) e UVC (comprimento de onda 100-280nm).

A radiação UVC é quase completamente absorvida pela camada de ozono e não atinge a superfície da Terra. A radiação que tem efeitos mais pronunciados sobre a pele humana é a ultravioleta A e B, pois pouca é filtrada pela camada de ozono atmosférico. A radiação UVB pode causar queimadura solar, mas o seu efeito é relativamente suave, já que cerca de 90% da radiação fica retida na epiderme e não atinge a derme. A radiação UVA atinge a derme e provoca efeitos negativos no desenvolvimento de rugas, lesões cutâneas e no sistema imunitário.

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Protetores solares

Os protetores solares podem ser de dois tipos: químicos e minerais. Estando esta divisão relacionada com o mecanismo de proteção existente contra a radiação UV, a radiação pode ser bloqueada por absorção (químicos) ou por reflexão/dispersão (minerais).

Os protetores solares químicos contêm substâncias químicas capazes de reduzir a penetração da radiação UV na pele através da sua absorção e posterior dissipação de energia sob a forma de energia térmica. Estes protetores só começam a ser eficazes 20 minutos após a aplicação, como tal, deve ser sempre aplicado antes da exposição ao sol.

Os protetores solares físicos ou minerais são produtos que contêm, na sua maioria, dióxido de titânio e/ou óxido de zinco para bloquear fisicamente a radiação UV, principalmente por reflexão/dispersão dos raios. São insolúveis em condições normais e minimamente absorvidos pela pele, e a sua ação de defesa começa logo a funcionar após a aplicação. Os protetores solares minerais são melhores para quem é extremamente sensível à radiação UV e para quem tem pele sensível.

A eficácia de um protetor solar é medida em função do seu fator de proteção solar (FPS). O FPS é a relação entre a dose mínima de radiação UVB que causa eritema na pele protegida por um protetor solar e a dose mínima de radiação UVB que causa o eritema na mesma pele, quando desprotegida.

Cuidados a ter durante a exposição solar

  • Evitar a exposição ao sol em horas de risco, entre as 11 e as 17 horas;
  • Utilizar proteção adequada: chapéu, óculos escuros, roupas frescas e protetor solar adequado ao tipo de pele;
  • Aplicar protetor solar pelo menos 20 minutos antes da exposição ao sol;
  • Aplicar várias vezes o protetor solar durante a exposição solar, sendo o ideal em intervalos de cerca de 90 minutos, após sair da água e em casos de elevada transpiração,
  • Beber muita água;
  • Aumentar o consumo de frutas e legumes, pois o seu teor em carotenos e vitaminas contribui para a proteção da pele contra a agressão provocada pelos raios solares;
  • Aplicar protetor solar diariamente, mesmo em dias de nevoeiro;
  • Usar um bálsamo labial com fator de proteção.

Cuidados a ter após a exposição solar

Quanto mais intensa for a hidratação da pele após a exposição solar, mais uniforme, duradouro e bonito será o bronzeado. A hidratação promove a renovação celular e impede a descamação que ocorre quando a pele está seca.

Para promover uma boa hidratação, deve-se começar por utilizar durante o banho um sabonete hidratante e reduzir a temperatura da água. Posteriormente, secar a pele sem movimentos bruscos e aplicar um creme hidratante pós solar. Os produtos pós solares hidratam a pele e suavizam inflamações causadas pelo sol. A maioria destes produtos apresentam na sua composição ingredientes naturais, como o Aloé Vera, que minimiza inflamações e irritações e nutre a pele, e a Camomila, que apresenta uma ação calmante, que suaviza e diminui a vermelhidão da pele. Estes hidratantes são importantes para a manutenção da saúde e do bronzeado da pele, sem ocorrer descamação.

No rosto é importante a aplicação de uma máscara facial hidratante para recuperar toda a suavidade e hidratação, que muitas vezes é comprometida após a exposição solar. Aplique duas a três vezes por semana, para que a pele fique macia e luminosa.

Outro cuidado a ter após a praia é a ingestão de água. A água é essencial para assegurar todos os processos fisiológicos do organismo. Após longos períodos de exposição solar, é necessário repor os níveis de hidratação interna, prejudicados pelo calor e pela alimentação e hidratação muitas vezes descuidada.

Examine a sua pele

É de extrema importância estarmos atentos às alterações que possam surgir na nossa pele, como o aparecimento de sinais e manchas na pele, assim como o seu comportamento: alteração da forma, aumento do tamanho, alteração da cor e outros. A maioria dos dermatologistas recomenda que examine a sua própria pele todos os meses para facilmente reconhecer alterações que possam surgir.

De forma a fazer uma análise correta e completa, examine as seguintes alterações:

  • Assimetria: O sinal apresenta uma metade diferente da outra.
  • Bordo: O sinal apresenta extremidades irregulares, recortadas ou mal definidas.
  • Cor: O sinal não tem uma cor uniforme ou apresenta diferentes tonalidades.
  • Diâmetro: O sinal tem mais de 6mm.
  • Evolução: O sinal mudou de formato, tamanho ou cor.

Na maioria dos casos os sinais são inofensivos e nem todas as alterações que sofrem são indicadoras de cancro da pele. No entanto, caso tenha algum receio em relação a um sinal, consulte o seu médico ou um dermatologista.

Podemos concluir que uma exposição solar irresponsável pode originar problemas nefastos ao nível da pele, para além de ser responsável pelo envelhecimento precoce. Assim, torna-se pertinente que todos adotem medidas de proteção, conseguindo, dessa forma, usufruir de todos os benefícios do sol sem comprometer a saúde da pele.

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