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Gravidez: o que valorizar a cada trimestre?

Gravidez: o que valorizar a cada trimestre?

Neste dia 9 de Setembro comemora-se o Dia da Grávida, pelo que consideramos ser oportuno falar um pouco sobre os cuidados alimentares e de saúde inerentes ao processo de gestação. A gravidez é um processo fisiológico bastante exigente para o organismo, tendo uma duração prevista de 40 semanas, geralmente divididas em 3 trimestres, que requerem atenção e cuidados diferentes. Durante o processo de gravidez, o corpo materno passa a assegurar funções vitais, não só para a sua própria sobrevivência, mas ainda para assegurar a alimentação, a excreção e desenvolvimento do bebé. Há cuidados específicos que devem ser tidos em consideração durante o planeamento e a cada trimestre da gravidez, pelo que vamos tentar sintetizar alguns desses cuidados ao longo deste artigo.

1º Trimestre

Até à 12ª semana da gravidez decorre o desenvolvimento completo do feto e o coração do bebé começa a trabalhar. O sexo, apesar de definido aquando da fecundação, ainda não é visível, pois os genitais externos ainda não se formaram. Para a mãe, é natural que ocorra um discreto aumento de peso, geralmente de até 2 kg nesta fase. Este trimestre pode ser experienciado de forma diferente pelas mulheres, já que para além da adaptação à nova condição, as flutuações hormonais podem acarretar uma fase mais conturbada para a mãe, dando origem aos característicos enjoos matinais e a repulsa perante odores e sabores comuns, causando eventuais alterações no apetite.

2º Trimestre

Durante este período é comum que abrandem os enjoos matinais, contudo, podem surgir outros tipos de situações, como: obstipação, hemorroidas ou dores nos ligamentos. A mudança hormonal que decorre neste trimestre reduz a atividade dos intestinos e o aumento de peso e do tamanho do bebé pode causar maior pressão sobre os intestinos, predispondo para a obstipação. É conveniente beber muita água e ingerir mais fontes de fibra e, se possível, praticar alguma atividade física leve. Algum tipo de dores, como a dor nas virilhas, pode estar relacionada com o estiramento de ligamentos que fixam o abdómen e que vão cedendo e alongando, podendo causar uma sensação de desconforto ou até de dor em algumas mulheres. Nesta fase, é fundamental adotar uma rotina de cuidados de beleza preventivos, apostando na boa hidratação, não só pela ingestão adequada de líquidos, mas também pelos cuidados de hidratação da pele, com recurso a cosméticos como os cremes, loções e/ou óleos, especialmente no que diz respeito a zonas como a barriga, seios, glúteos e coxas.

3º Trimestre

No último trimestre da gravidez é natural experienciar alguma falta de ar, azia ou indigestão. O aumento do útero gera uma pressão maior sobre o diafragma, pelo que se torna mais difícil respirar quando sobe escadas, faz caminhas ou até quando está deitada, dado que a posição pode causar ainda mais pressão sobre o diafragma. Neste caso, dormir com apoio de almofadas pode ajudar a minimizar e a aliviar o problema. A azia e indigestão são comuns, já que o afluxo de sangue para o sistema gastrointestinal abranda, fazendo com que o sistema funcione de forma mais lenta ou até menos eficiente. Para minimizar os sintomas da azia, recomenda-se que fazer refeições mais leves e frequentes, evitar alimentos ricos em gordura ou que atrasem o esvaziamento gástrico, não se deitar logo após as refeições, para evitar a subida dos ácidos gástricos, nem ingerir alimentos logo antes de deitar, para evitar o refluxo do conteúdo estomacal.

Equilíbrio Nutricional na Gravidez

Durante o processo de gravidez os hábitos alimentares tornam-se mais importantes do que nunca, já que afetam não apenas a saúde e o bem-estar da mãe, mas também o desenvolvimento do próprio bebé. Como tal, é necessário estar atento a algumas necessidades alimentares e nutricionais específicas. No decurso da gravidez, a mudança de hábitos deve ser ligeira, isto é, há um acréscimo das necessidades calóricas, mas somente no 2º e 3º trimestre. Durante o 2ª trimestre as necessidades calóricas aumentam entre 340-360 Kcal/dia e, no 3º trimestre, deverão ser adicionadas ainda mais 112 kcal/dia. Dada a possível variação individual ao nível do metabolismo basal e na produção de energia, o ideal é averiguar se o ganho de peso está dentro do valor tabelado. No caso de mães com um peso normal (IMC 18,5-25), o aumento de peso ao longo da gravidez pode variar entre os 11,5 e os 16 kg. No caso de haver excesso de peso ou obesidade (IMC > 25) antes da gravidez, essa variação deverá ser um pouco mais reduzida, situando-se entre os 5-7 e os 9-11,5 kg. Em casos de peso abaixo do normal (IMC< 18,5), a variação deverá rondar os 12,5 e os 18 kg.

As necessidades em termos de macronutrientes estão resumidas na tabela que se segue:

As necessidades de proteína apenas aumentam ligeiramente na 2ª metade da gravidez, sendo que a magnitude desse aumento é discreta, passando de 0,8 g/kg peso/dia para 1,1 g/kg peso/dia (peso antes da gravidez). A ingestão de hidratos de carbono deve ser cuidada, por forma a evitar períodos de jejum prolongados e que se formem corpos cetónicos ou variações abruptas de glicose no sangue, que poderão comprometer o desenvolvimento fetal. A ingestão de alimentos ricos em fibras é muito importante na prevenção de obstipação, que geralmente ocorre na gravidez. Como é possível constatar através da análise à tabela seguinte, existem alguns alimentos-chave que devem ser inseridos na dieta, por forma a melhorar o aprovisionamento nutricional nesta fase, com especial relevância para o desenvolvimento físico e neurológico da criança.

Durante o planeamento da gravidez, a mãe recorre à suplementação (multivitamínico pré-natal, ácido fólico, ferro) supervisionada pelo médico e/ou obstetra, para fazer face às necessidades aumentadas destes nutrientes. O intuito da suplementação é evitar que haja privação em micronutrientes e que a gestação ou mesmo o bebé possam ser afetados ou que a mãe veja as suas próprias reservas depletadas durante a gravidez. Garantindo um aporte adequado de micronutrientes, reduz-se a probabilidade de desenvolver problemas subsequentes, por vezes frequentes, tais como: fragilidade óssea, dentária, cabelos frágeis e unhas quebradiças, etc.

Alimentos a evitar...

Há cuidados especiais que devem ser tidos aquando da gravidez, nomeadamente evitar ou eliminar alguns alimentos que possam ser prejudiciais ao desenvolvimento da criança. Alguns exemplos de alimentos a evitar são: peixe cru; carne crua ou mal cozinhada; órgãos de animais; laticínios não pasteurizados; e saladas e frutas sem higienizar devidamente, pelo risco de contágio com bactérias (ex.: Listeria) e vírus que podem afetar o bebé. O consumo de bebidas alcoólicas é totalmente desaconselhado.

Alimentos a limitar...

O consumo de peixes grandes, como o peixe-espada ou o atum, aportam naturalmente maior teor de metais pesados e que são neurotóxicos. O consumo de cafeína também deve ser limitado a 200 mg/dia, o que corresponde, no máximo, à ingestão de 2 cafés curtos ou 1 café cheio e 1 chávena de chá. 

Atividade física

Dentro das recomendações sobre o estilo de vida saudável, a prática de atividade física é desejável, contudo, deve ser implementada de forma coerente com a atividade física praticada previamente à gravidez, por forma a não comprometer o ganho de peso e o desenvolvimento do bebé. O exercício melhora a circulação sanguínea, potencia o bom funcionamento dos órgãos e ajuda a aliviar a sensação de inchaço.

Rituais de cuidado e beleza

A pele de determinadas zonas do corpo está sujeita a uma maior tensão pela natural expansão a que é sujeita e, por isso, regiões como a barriga, os seios, as coxas e até os calcanhares são mais propensas a desenvolver gretas e estrias ou ficar ressequidas. Seja qual for a fase da gravidez, há rotinas fundamentais para prevenir problemas como varizes, derrames e enfraquecimento do cabelo e da pele, tais como adotar as recomendações de ingestão hídrica e implementar rituais de hidratação e cuidado no dia-a-dia, ajudando ao reforço de estruturas como a pele e o cabelo, mais afetadas na gravidez. O óleo de argão, sendo orgânico e rico em compostos bioativos de ação emoliente, é útil no tratamento e prevenção de estrias e tratamento da pele seca, unhas frágeis e cabelo frágil e quebradiço. Este óleo pode ser usado diretamente sobre a região a tratar ou até ser adicionado ao creme e/ou amaciador de cabelo usados no dia-a-dia, reforçando o tratamento ou prevenindo o desenvolvimento destas condições.

Acima de tudo, e apesar das necessidades especiais a considerar, dos cuidados a implementar e das estratégias que podem ajudar a minimizar os desconfortos inerentes à gravidez, esta fase é inegavelmente um estado de graça, devendo, por isso, ser vivida e usufruída passo-a-passo, pois cada gravidez é única e especial.


Autoria: Carla Machado | Nutricionista CP 0990N


 

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