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Proteja a sua saúde. Cuide do seu coração!

Proteja a sua saúde. Cuide do seu coração!

As doenças cardiovasculares (DCV) são as principais causas de mortalidade em todo o mundo, responsáveis por 29,4% das mortes registadas em Portugal (dados de 2017), um resultado ligeiramente inferior ao de 2016 (29,6%). A alteração discreta na taxa de mortalidade parece revelar a aposta na implementação de medidas preventivas e organizacionais dos serviços de saúde. Ainda assim, são valores preocupantes e está nas mãos de cada um de nós fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para proteger a saúde. 

Determinados comportamentos podem acarretar graves consequências para a saúde, constituindo-se fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. As DCV incluem: doença cerebrovascular, doença coronária, doença arterial periférica, doença cardíaca reumática, doença cardíaca congénita e trombose pulmonar. Muitas destas patologias são provocadas por aterosclerose, ou seja, pela deposição de placas de gordura e cálcio no interior das artérias, que dificultam a circulação sanguínea nos órgãos, podendo mesmo resultar em bloqueios parciais ou totais, dificultando a irrigação de órgãos e tecidos. É o que acontece quando a aterosclerose aparece nas artérias coronárias, levando a situações de enfarte agudo do miocárdio, ou quando se desenvolve nas artérias que irrigam o cérebro, podendo levar a acidente vascular cerebral (AVC).Os fatores de risco para o desenvolvimento de DCV podem ser divididos em duas categorias: fatores de risco não modificáveis, que englobam a idade, o sexo e fatores genéticos, e fatores de risco modificáveis, que podem ser diminuídos ou extintos com a alteração do estilo de vida.

Os principais fatores de risco modificáveis são: dieta pouco saudável, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool. Estes comportamentos podem traduzir-se em aumento da pressão arterial, desenvolvimento de diabetes, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, excesso de peso e obesidade.

O controlo dos fatores de risco modificáveis é, portanto, a melhor forma de prevenir as DCV. Por isso, vamos abordar cada um desses fatores de risco:

Alimentação

Uma dieta saudável e equilibrada é essencial para a manutenção da saúde do coração. Ingerir frutas, vegetais, leguminosas e cereais integrais é fundamental pelo seu conteúdo em fibra, vitaminas e minerais. Alimentos salgados, como os enchidos e conservas devem ser evitados, assim como a adição de sal como tempero, sendo as ervas aromáticas boas alternativas para dar sabor ao prato. Também deverá ser reduzido o consumo de alimentos ricos em açúcar e gorduras, especialmente as saturadas, como as que existem nos bolos de pastelaria e em refeições pré-preparadas. Devem preferir-se carnes magras e peixes, em especial peixes ricos em ácidos gordos ómega 3, como o salmão e o atum. Para além destes, também os ácidos gordos ómega 6, presentes especialmente em sementes e frutos oleaginosos, bem como os ácidos gordos ómega 9, presente no azeite, devem ser privilegiados.

Atividade física

O exercício físico também tem um papel preponderante na redução do risco de DCV, uma vez que favorece o controlo do stress e da ansiedade, pela sua capacidade de reduzir o cortisol (hormona do stress) a longo prazo. Potencia o bem-estar físico e psicológico que contribui para redução de adoção de maus hábitos, como o tabagismo, ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e sedentarismo. Também favorece o controlo do peso, da glicémia, da pressão arterial e potencia o aumento do colesterol HDL.

Por estes motivos, deve ser mantida uma prática regular de atividade física moderada de pelo menos 30 minutos por dia, durante 5 dias por semana.

Tabagismo e alcoolismo

O tabaco contribui para o endurecimento e menor elasticidade das paredes das artérias, potenciando a aterosclerose e contribuindo para a incidência de AVC ou enfarte do miocárdio. Fumar contribui para a redução dos valores do colesterol HDL (bom colesterol), sendo por isso fundamental o abandono deste hábito. Já o consumo de quantidades excessivas de álcool está diretamente associado ao aumento dos triglicerídeos (TG) e do colesterol, para além de prejudicar o funcionamento de vários órgãos.

Hipertensão arterial

O aumento anormal da pressão sanguínea no interior das artérias pode resultar em lesões e conduzir ao aparecimento de aterosclerose e DCV. Este aumento da pressão faz com que o coração tenha de fazer um esforço maior para bombear o sangue, causando a hipertrofia das suas paredes, podendo estar na génese de patologia cardíaca. Adotar uma dieta saudável e praticar atividade física regularmente, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e de tabaco, manter um peso adequado, bem como a implementação de estratégias que minimizem o stress, são cuidados de saúde que contribuem para a regulação da pressão arterial.

Dislipidémias

Sendo a hipercolesterolemia e a hipertrigliceridemia, fatores de risco para as DCV, é importante realizar análises clínicas frequentes e garantir valores de colesterol e TG adequados. O valor sérico de colesterol total deverá ser inferior a 190 mg/dl, mas em caso de DCV prévia são recomendados valores mais baixos. Por outro lado, é recomendado um valor de triglicerídeos inferior a 150mg/dl. Para a manutenção destes valores normais é essencial implementar uma alimentação saudável e praticar exercício físico (4).

O rastreio precoce e o controlo dos fatores de risco modificáveis (hipertensão arterial, dislipidemias e diabetes) é fundamental para avaliar o risco de DCV, podendo reduzir a incidência ou minimizar a gravidade da doença.

Estratégias de suplementação que podem resultar numa diminuição do risco cardiovascular

Algumas plantas e substâncias naturais têm demonstrado exercer um efeito positivo ao nível da circulação sanguínea, promovendo a saúde cardiovascular.

Os Ómega 3 (w-3) e Ómega 6 (w-6) são gorduras polinsaturadas importantes na manutenção da saúde pois são os principais constituintes das membranas celulares, desempenhando um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento do organismo, no funcionamento cerebral, no sistema imunitário, na resposta inflamatória e na saúde cardiovascular. São considerados ácidos gordos essenciais, uma vez que não são produzidos pelo organismo e por isso devem ser ingeridos através da alimentação ou suplementação. Para que possam exercer efeitos benéficos no organismo, é necessário que se encontrem em equilíbrio, sendo o rácio w-6/ w-3 recomendado 2:1 ou 4:1, para indivíduos saudáveis. Uma dieta com um rácio elevado potencia processos inflamatórios podendo resultar em doenças crónicas como DCV, obesidade e diabetes. Por sua vez, o ómega 9 é um ácido gordo monoinsaturado, condicionalmente essencial, uma vez que necessita da presença dos outros ácidos gordos na dieta para poder ser produzido, caso contrário deve ser suplementado.

O alho tem sido tem sido utilizado na prevenção e tratamento de DCV (pelos seus efeitos comprovados na redução da pressão arterial, da glicémia, do colesterol e dos triglicerídeos séricos), na prevenção de aterosclerose e na inibição da agregação plaquetária. O princípio ativo responsável por estas propriedades benéficas na saúde cardíaca é a alicina, que também apresenta propriedades antioxidantes.

A Vitamina E contribui para a proteção das células contra o stress oxidativo. Como a falência cardíaca é acompanhada por aumento da formação de ROS (espécies reativas de oxigénio) e a esta vitamina tem capacidades antioxidantes, poderá ser uma mais valia nestas situações. Pela sua capacidade cardioprotetora, tem sido associada à diminuição do risco de doença coronária.

A Monacolina K inibe uma enzima envolvida na síntese de colesterol e por isso é reconhecida pela sua capacidade de melhorar o perfil lipídico, sendo, por vezes, usada como substituto de estatinas (medicamentos para a hipercolesterolemia).

A Coenzima Q10 está presente principalmente em órgãos com maior metabolismo como o coração, rins ou fígado, onde funciona como uma molécula de transferência de energia, estando envolvida na síntese de ATP. Esta coenzima também funciona como antioxidante tendo capacidade de neutralizar radicais livres e prevenir o dano causado por eles. A suplementação com Co Q10 pode ajudar a prevenir ou tratar patologias como DCV e pressão arterial elevada, aumentando a probabilidade de sobrevivência no período após enfarte. A dose típica da suplementação varia entre 30 a 90 mg por dia, no entanto, pessoas com mais idade poderão necessitar de doses superiores, uma vez que o conteúdo de Co Q10 no organismo diminui com a idade.

Algumas estratégias de suplementação orientadas pelo seu nutricionista, aliadas à adoção de uma alimentação adequada e saudável, bem como a implementação da prática de atividade física podem ser a chave de sucesso para prevenção de doenças cardíacas!


Autoria: Beatriz Curado | Nutricionista (3020NE)
Referências Bibliográficas →


 

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