Loja Biovip de

Os sintomas da asma e como controlá-los

Os sintomas da asma e como controlá-los

A asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas, que provoca estreitamento ou obstrução, edema da mucosa e aumento da produção de muco, levando à diminuição do tamanho dos brônquios. Isto acontece porque existe uma reatividade exagerada dos brônquios e do sistema imunitário (com libertação de substâncias pró-inflamatórias) às diferentes agressões, nomeadamente infeções por vírus ou bactérias, inalação de poeiras, fumo do tabaco, poluição ambiental ou a exposição a alergénios como pólenes, ácaros ou faneras de animais. Estes fatores desencadeantes, são normalmente tolerados pelos indivíduos saudáveis. Também outros fatores como a prática de exercício físico, o uso de fármacos como a aspirina, a inalação de ar frio, a exposição a substâncias químicas irritantes ou até algumas emoções, como a ansiedade ou o medo, podem desencadear crises asmáticas e sintomas respiratórios recorrentes, principalmente:

  • Tosse;
  • Ruídos respiratórios tipo “poeira”;
  • Falta de ar;
  • Aperto no peito;
  • Cansaço e dificuldade em realizar as atividades do dia a dia.

 

Sintomas da Asma

 

O aparecimento de asma deve-se provavelmente a uma associação entre fatores hereditários e ambientais, mas a forma como interagem não está totalmente esclarecida.

Frequentemente, as doenças alérgicas coexistem com quadros de asma, sendo que, 80% dos asmáticos têm rinite e cerca de 40% dos doentes com rinite têm asma.

Para além disto, sabe-se que crianças com eczema, alergias alimentares ou alergia ao pólen, ácaros ou faneras de animais têm maior probabilidade de desenvolver asma no futuro.

Prevalência em Portugal

Esta doença afeta cerca de 7% da população portuguesa e é transversal a todos os grupos etários, apesar das crises serem mais frequentes em idade pediátrica.

O aumento da prevalência de asma nas sociedades ocidentais tem sido relacionado com alterações na exposição do ambiente e no estilo de vida, incluindo modificações nos padrões alimentares e na ingestão nutricional, tanto ao nível do perfil lipídico (rácio entre ácidos gordos polinsaturados n-6 e n-3), como ao nível da diminuição da ingestão de antioxidantes e da exposição à vitamina D, com paralelo aumento da prevalência de obesidade e sedentarismo. A obesidade é um fator de risco de ocorrência de várias doenças respiratórias, tendo sido demonstrada uma relação direta entre obesidade e maior incidência e prevalência da asma na população portuguesa, sugerindo um fenótipo de asma mais grave e persistente nos doentes asmáticos com obesidade.

Controlo da asma

A asma tem impacto relevante na qualidade de vida dos doentes. Apesar de não existir cura para esta patologia, é fundamental uma prevenção e diagnóstico precoces, para que as crises sejam minimizadas e a doença controlada, sobretudo através de três elementos fundamentais: avaliação periódica, medicação adequada e conhecimento dos fatores que podem desencadear as crises.

Abordagem farmacológica

Globalmente existem dois tipos de tratamentos farmacológicos utilizados no controlo da asma que podem ser utilizados também em associação:

  • Medicação de controlo diário, para prevenir as crises e os sintomas. Neste grupo incluem-se as medicações anti-inflamatórias, como os corticosteroides, que são feitas por inalação e que reduzem inflamação das vias aéreas. Ainda outros como os antileucotrienos e os broncodilatadores anticolinérgicos inalados.
  • Medicação de alívio, para mitigar rapidamente os sintomas de asma em situação de crise. Neste grupo incluem-se os broncodilatadores de ação rápida, administrados por inalação.

O controlo da asma é atingido na maioria dos doentes com a abordagem adequada. Nestes casos, os sintomas deixam de interferir na vida diária permitindo ter uma vida produtiva e fisicamente ativa sem limitações, minimizando a utilização de medicação de alívio

Estratégias não farmacológicas: alimentação e atividade física

Vários estudos têm demonstrado uma associação entre a alimentação e o risco de desenvolvimento de asma. Nomeadamente, estudos que reportam efeitos protetores daingestão de ácidos gordos polinsaturados n-3, de peixe e nozes, de vitaminas antioxidantes (A, C, D, E) e alimentos ricos em antioxidantes, como a fruta e os produtos hortícolas, e alguns nutrientes envolvidos nos mecanismos epigenéticos (folato, colina e vitamina B12). O défice em vitamina D, por sua vez, tem sido relacionado em vários estudos com função pulmonar deficiente, exacerbação de sintomas frequente e diminuição da resposta aos corticosteroides. 

Ainda assim, é importante olhar para a alimentação numa perspetiva global, que considere o padrão alimentar e o estilo de vida como um todo. O Padrão Alimentar Mediterrânico, rico em frutas, hortícolas e peixe, caraterizado pelas suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, tem sido associado à menor prevalência e melhor controlo da asma.

Por outro lado, um padrão alimentar com elevado teor em gordura, açúcar e sal, que inclua alimentos de elevada densidade energética e baixo valor nutricional ou refeições processadas, tem sido associado a aumento da hiper-reactividade brônquica, da inflamação das vias aéreas e do risco de asma grave.

O relatório de 2020 do Global Initiative for Asthma (GINA), relativo à estratégia global para prevenção e gestão da asma, reforça a importância das abordagens não farmacológicas, como complemento no controlo da patologia, recomendando a prática de atividade física regular e a manutenção de uma alimentação saudável, para além da desejável redução de peso em doentes obesos, para melhor prognóstico da doença.

A prática de atividade, apesar de poder ser um fator desencadeante de uma crise em doentes asmáticos não controlados, continua a ser importante, pois promove o bom funcionamento do sistema respiratório, para além de contribuir para a manutenção da saúde global. Assim sendo, indivíduos asmáticos controlados não têm limitações quanto à prática de exercício físico, no entanto, indivíduos com asma não controlada deverão optar por exercícios aeróbios de intensidade baixa a moderada, por exemplo, caminhadas, natação, badminton ou yoga.

 


Autoria: Beatriz Curado | Nutricionista
Referências Bibliográficas →


Produtos relacionados

← Previous Next →

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades

Os cookies são importantes para oferecer um serviço online de melhor qualidade. Ao utilizar o nosso site está a concordar com a nossa política de privacidade e de utilização de cookies, saiba mais aqui.

Carrinho

Parece que o seu carrinho está vazio!

Olá,
Seu código Biovip

Escolha uma opção: