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Suplementos Alimentares: haverá a necessidade de os consumir?

Suplementos Alimentares: haverá a necessidade de os consumir?

Os suplementos alimentares, de acordo com a legislação, definem-se como “géneros alimentícios que se destinam a complementar o regime alimentar normal e que constituem fontes concentradas de determinados nutrientes ou outras substâncias com efeito nutricional ou fisiológico (…), que se destinam a ser tomados em unidades medidas de quantidade reduzida”¹.

Mas como e quando é que sabemos que a nossa alimentação não está completa? Bem… A verdade é que a qualidade da nossa alimentação, bem como a quantidade, tem vindo a alterar-se ao longo dos últimos anos.

São várias as investigações actuais a demonstrar que grande parte dos nutrientes que o nosso corpo precisa não estão presentes, ou estarão, mas em quantidades insuficientes, chamando assim a atenção dos consumidores para as carências da alimentação moderna. Estas carências podem passar por nutrientes como vitaminas, minerais, oligoelementos, aminoácidos e certas “boas” gorduras, ou seja, gorduras poli e monoinsaturadas.

Estas substâncias são factores essenciais, que por vezes o nosso corpo não sabe fabricar por si próprio, mas que, quando ingeridas, nos permitem optimizar as nossas funções vitais, viver de maneira equilibrada e manter a boa saúde.

O Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, 2015-2016 (IAN-AF)² veio demonstrar que um em cada dois portugueses não consome a quantidade de fruta e produtos hortícolas recomendada pela Organização Mundial da Saúde.



Os portugueses estão a consumir mais do grupo ‘carne, pescado e ovos’, seguido dos laticínios, enquanto os produtos hortofrutícolas – ‘cereais, derivados e tubérculos’ e leguminosas – apresentam um consumo menor comparado com o recomendado pela Roda dos Alimentos Portuguesa. O conjunto de alimentos não incluídos na Roda contabiliza um contributo percentual de 21%. O consumo de carne, associado a risco de cancro do cólon (>100 g/dia), é realizado por mais de 3,5 milhões de portugueses (34% da população).

Os micronutrientes com maior proporção da população abaixo das necessidades médias, a nível nacional, são o cálcio, o potássio e o folato, com percentagens superiores no sexo feminino e nos idosos. Estas inadequações consideram já o contributo da suplementação nutricional, que curiosamente revela que o cálcio é o micronutriente mais ingerido em suplemento neste grupo etário.

Cerca de 2,7 milhões de portugueses (26,6% da população) usaram suplementação alimentar/nutricional nos últimos 12 meses, sendo esta prevalência superior no sexo feminino e nos indivíduos adultos e idosos. O micronutriente mais ingerido pelos idosos é o cálcio e, pelas crianças, a vitamina D. Nas crianças com idade inferior a 3 anos, 81,7% utilizaram alguma vez suplementação. Nos adolescentes os suplementos mais utilizados são os multivitamínicos e a proteina whey. Nos adultos os mais utilizados foram também a proteina whey e o magnésio.

Os produtos de agricultura biológica (com certificação) são consumidos por 11,6% da população nacional e menos frequentemente pelos idosos – 5,8%. Esta preocupação tem vindo a crescer; no entanto, o consumo de alimentos refinados e com abuso de pesticidas, as frutas apanhadas antes da maturação, a irradiação dos alimentos para maior conservação, etc. mantem-se ainda bastante elevado. A ingestão destes alimentos aumenta o fenómeno de oxidação no organismo, libertando um maior número de substâncias tóxicas: os radicais livres.

Estas substâncias perigosas e que envelhecem prematuramente os organismos podem ser atenuadas pela ajuda de certas enzimas que, por sua vez, utilizam as vitaminas A, C e E, e os oligoelementos cobre, zinco e selénio – os chamados anti-oxidantes. Sempre que existem carências nestas substâncias essenciais, há acumulação de radicais livres que favorecem o aparecimento de todas as doenças de envelhecimento precoce da pele, de doenças degenerativas – tanto a nível do sistema nervoso, como sistemas ósseo e muscular –, e mesmo de certos cancros.

Podemos tentar evitar estas carências adoptando uma alimentação diversificada e equilibrada, onde introduzimos a maior quantidade de alimentos crus biológicos possível, por exemplo, tendo legumes frescos em todas as refeições e consumindo fruta fresca com plena maturação, fazendo um consumo preferencial de peixe fresco e utilizando apenas gorduras de pressão a frio nos temperos. Sempre que se justifique, podemos ainda introduzir na alimentação diária os suplementos alimentares, tais como:

  • Vitaminas de origem natural, o que permite uma maior biodisponibilidade;
  • Oligoelementos e minerais, indispensáveis a numerosos processos vitais no nosso organismo;
  • Aminoácidos, para equilibrar o organismo;
  • Óleos de peixe e ácidos gordos polinsaturados, que mantêm a integridade das células, evitando a agregação de plaquetas, entre outros.


Destes diversos dados², pode concluir-se que os grupos de pessoas mais expostas aos défices de nutrientes indispensáveis são: crianças em período de crescimento, desportistas, idosos, pessoas sujeitas a regimes alimentares restritivos, pessoas em fases de trabalho intenso ou de grande stress e pessoas poli-medicadas ou com medicação específica (anti-inflamatórios, antibióticos, etc).


Apenas aliando uma complementação nutricional dietética podemos suprimir graves desequilíbrios orgânicos a que temos vindo a ser expostos e corrigir erros nutricionais, sejam eles resultantes dos maus hábitos alimentares, como da degradação de muitos dos alimentos que chegam à mesa de cada um. Tendo em conta estes factores, será que alguém ainda duvida da importância dos suplementos alimentares?


BIBLIOGRAFIA:

¹ Directiva 2002/46/CE do Parlamento Europeu do Conselho de 10 de Junho de 2002 relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes aos suplementos alimentares;

² Relatório de Resultados do Inquérito Alimentar Nacional e de Actividade Física 2015-2016, versão 1.5 Setembro, 2017, Edição: Universidade do Porto.

 

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