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São as gorduras as vilãs da dieta?

São as gorduras as vilãs da dieta?

Os números elevados de excesso de peso e obesidade continuam a ser uma preocupação mundial, apesar dos esforços da comunidade médica. Procurar uma menor ingestão de calorias em relação às que são gastas era antes pensado como a chave para o emagrecimento. Hoje é sabido que, sendo a obesidade uma doença multifatorial, a sua melhoria não passa por uma menor ingestão de calorias.

Vários estudos mostram que dietas com uma restrição de hidratos de carbono (26%) promovem maior perda de peso do que dietas de baixo teor em gordura (<30%). Por isso, seguir um plano alimentar com baixa quantidade de hidratos de carbono e de gorduras foi durante muito tempo a solução para a redução de peso a curto prazo. Mas outras estratégias para a redução de peso têm sido propostas.

Dietas muito baixas em hidratos de carbono (10%) com uma maior ingestão de gordura têm sido estudadas. Considera-se uma dieta muito baixa em hidratos de carbono aquela em que não há a ingestão de arroz, massa, batata, leguminosas e cereais e moderação na ingestão de frutas.

Afinal, qual o interesse de uma alimentação com maior ingestão de gordura e baixa ingestão de hidratos de carbono?

Estudos mostram-nos que uma dieta rica em gordura e baixa em hidratos de carbono apresenta maiores efeitos favoráveis na redução do peso corporal e em alguns fatores de risco cardiovasculares, nomeadamente na redução significativa dos triglicéridos, além de melhorar a glicémia e resistência à insulina. Estes efeitos devem-se, sobretudo, à baixa ingestão de hidratos de carbono, o que melhora o controlo da glicémia e promove o catabolismo lipídico.

Se precisássemos dar um nome a este padrão alimentar, poderíamos ir de encontro à dieta Cetogénica, que há mais de 100 anos é usada na terapia de doenças metabólicas como epilepsia. Mas estudos atuais mostram que este padrão alimentar também tem efeitos neuro-protetores, nomeadamente na prevenção da doença de Parkinson e Alzheimer.

Os lípidos (gordura) desempenham um papel de estrutura e função nos neurónios. Estes benefícios devem-se à presença de ómega 3 e ómega 6 (gordura polinsaturada), presente nos peixes gordos, frutos secos e sementes, bem como ao ómega 9 (gordura monoinsaturada) presente no azeite, abacate, caju e amendoim.

Também as gorduras saturadas têm interesse neste padrão alimentar. Procurar alimentos como o ovo e carnes vermelhas de pasto, se possível, são opções mais saudáveis. Este tipo de dieta terapêutica é quase livre de açúcares e contém uma quantidade adequada de proteínas, vitaminas e minerais.

Tem-se verificado um real aumento dos estudos que nos mostram como uma dieta rica em gordura e pobre em hidratos de carbono, além de melhorar a composição corporal, proporciona bem estar a quem a pratica. Uma dieta rica em ácidos gordos essenciais apresenta uma ação anti-inflamatória, e a inflamação corporal surge hoje, a par do stress oxidativo, como uma das maiores causas para o aparecimento de inúmeras doenças.

Contudo, a prática deste padrão alimentar pode causar alguma alteração gastrointestinal, hipoglicémia e hipercolesterolémia. Não representa um risco elevado, mas requer uma vigilância dos parâmetros clínicos com maior frequência.

Para além dos benefícios verificados com uma maior ingestão de gordura, este é um tipo de alimentação que causa maior saciedade. Desta forma, os momentos de compulsão alimentar são reduzidos, porque as hormonas estão estabilizadas, assim como o sistema nervoso é melhorado.

Aposte numa alimentação mais rica em verduras e legumes, peixe, carne e ovos, modere na fruta e selecione gorduras saudáveis como o coco, abacate, oleaginosas, sementes e azeitona. Está a garantir um maior aporte de vitaminas, minerais, proteínas e gordura.

Na realidade, quem pratica esta alimentação não está isento de hidrato de carbono, porque os legumes, oleaginosas e frutas contêm este nutriente. Preocupe-se em eliminar por completo alimentos industrializados que carregam consigo um conjunto de aditivos alimentares que são tóxicos ao nosso organismo, como as gorduras trans, açúcares e sal.

Procure um profissional de Nutrição da sua confiança que o apoie e esteja do seu lado no momento de viragem para uma alimentação mais saudável!

Bibliografia

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